26/08/2020

 

Tudo e Todas as Coisas: o amor pode ser simples

Baseado no livro de Nicola Yoon, Tudo e Todas as Coisas (Everything Everything) foi dirigido pela Stella Meghie e lançado em 2017. Mas acredite se quiser, eu descobri essa obra esse ano, mais especificamente na semana passada. O filme nos traz a história de Maddie (Amandla Stenberg), uma jovem que sofre de uma doença rara, a Síndrome da Imunodeficiência Combinada, e por isso não pode colocar os pés fora de casa. O ar, sua roupa, comida, tudo pode ser motivo de uma complicação mortal para ela. Ela recebe muitos cuidados de sua mãe, Pauline (Anika Noni Rose), que além de médica, adaptou toda a casa para o bem estar da protagonista. 

A vida monótona de Maddie começa a ficar interessante quando vizinhos novos se mudam para casa ao lado. No descarregamento da mudança, que Maddie observa da janela do seu quarto, ela cruza o olhar com Olly (Nick Robinson). Um jovem que mostra um olhar doce logo na primeira cena, mas como previsto, eles não podem ter um contato muito além disso, e uma comunicação através da janela do quarto inicia. Olly na casa dele e Maddie na dela. 

Não muito depois, os dois começam a trocar mensagens pelo celular, até que Maddie tenta convencer a sua enfermeira, Carla (Ana de la Reguera), de deixá-la ter um encontro escondido com Olly enquanto sua mãe está no trabalho, com o distanciamento necessário. Carla se deixa convencer e os dois se encontram, com muita timidez eles conversam e a partir desse momento eu pude sentir que a ligação dos dois personagens começa a ficar mais intensa. 
Ultimamente eu tenho procurado muito por filmes desse gênero, principalmente nos dias de mais ansiedade. Com eles eu não tenho o compromisso de entender absolutamente tudo e os finais me fazem lembrar que a vida pode ser leve e o amor simples. Essa obra me pegou nos detalhes, Maddie e Olly acabam tendo um relacionamento a distância, mesmo sendo vizinhos. As barreiras causadas pela doença de Maddie me fez refletir sobre como as pequenas coisas do nosso dia a dia são valorizadas quando não as temos. Aliás, estamos passando por isso agora por causa da pandemia e a gente sente como faz falta poder sair na rua sem medo e poder curtir uma noite de sábado com os amigos. Maddie vive isso desde que se entende por gente e essa não é a vida mais feliz que alguém poderia ter.

Como eu disse acima, Maddie e Olly trocam mensagens pelo celular e eu achei muito interessante como essas conversas são colocadas no filme. Visto que Maddie é boa em imaginação, na hora da conversa virtual, os dois personagens são colocados frente a frente em cenários que Maddie gostaria de estar. Além de ser um jeito dinâmico de direcionar as falas, essa sacada fez com que o filme não ficasse maçante, já que Maddie nunca saía da sua casa. Eu não sei como isso é colocado no livro porque não li, então não posso fazer comparações, mas eu realmente adorei essas cenas.

Agora, como explicar o amor que vai se desenvolvendo de forma espontânea entre Olly e Maddie? A cada encontro você percebe que os dois vão se tornando muito próximos e é difícil não querer que o filme só mostre os dois o tempo todo. O amor aqui tem gosto de simplicidade e é natural, sem interferências externas, coisa que é muito esperada em histórias Y.A. E quando eu digo interferência externa, me refiro àquele adolescente que serve de antagonista e interfere na vida dos mocinhos, como acontece em "A barraca do beijo" e "Para todos os garotos que já amei". Tudo e Todas as Coisas nos traz um romance mais centrado nos poucos personagens que aparecem. E no fim das contas é isso, o amor é simples quando nos deixamos levar por um sentimento verdadeiro e doce. O enredo vai nos trazer algumas reviravoltas também, situações que serão decisivas para vida do casal.

Quero dar destaque ao papel da mãe de Maddie, Pauline, ela é uma mulher negra que passou por momentos muito difíceis. Pauline perdeu o marido e o seu primeiro filho em um acidente, e Maddie foi tudo o que lhe restou. Apesar de ser importante para a história, ela não aparece muito e mesmo assim, ela é uma personagem que dá para explorar os aspectos de seu comportamento. Outro ponto interessante do filme é a fotografia. Por causa da doença, Maddie está sempre rodeada de um cenário "clean", mas com a chegada de Olly os cenários começam a ganhar cores vivas, como o amarelo, vermelho, azul, rosa... Na minha concepção, como telespectadora, as cores representam uma vida menos solitária para Maddie e um novo olhar em relação ao mundo e suas minúcias. 

Se você está em busca de um romance leve e sem nenhum compromisso, eu recomendo Tudo e Todas as Coisas, aliás, até o momento dessa postagem ele está disponível na Netflix. Já o livro, entrou para a minha wishlist.


Bruna Domingos
Instagram @brunadominngos

10 comentários:

  1. Oi, Bruna como vai? Me parece um filme tocante de certa forna, embora como você mencionou seja leve e simples também. Eu também não li o livro e nem assisti ao filme, contudo se tiver oportunidade poderia assistir ou ler o livro. Que bom que gostou do filme. Sua resenha ficou ótima. Adorei o trailer, fico imaginando o quão delicioso deve ser este filme. Abraço!


    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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  2. Oi, Bruna!
    Morro de vontade de ver esse filme, mas normalmente fujo de coisas tristes haha. Amei saber sobre a fotografia! Isso de no início ser mais clean e depois ir ganhando cores graças ao amor, foi a coisa mais linda que já li! Faz total sentido e vou ver se dou uma chance à essa narrativa :D

    Estante Bibliográfica

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  3. Já assisti esse filme com minhas amigas e lembro que fiquei muito apaixonada!
    Como você disse a relação dos dois esbanja simplicidade, e é lindo de se ver o amor nascer dessa forma na história. Não li o livro mas imagino que seja ainda mais lindo do que o filme!<3
    Beijoss, Blog Seja Agridoce ♥️♥️♥️

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  4. Já assisti esse filme com minhas amigas e lembro que fiquei muito apaixonada!
    Como você disse a relação dos dois esbanja simplicidade, e é lindo de se ver o amor nascer dessa forma na história. Não li o livro mas imagino que seja ainda mais lindo do que o filme!<3
    Beijoss, Blog Seja Agridoce ♥️♥️♥️

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  5. Olá, Bruna.
    Já eu estou fugindo de enredos desse tipo hehe. Eu já não queria ler antes da pandemia, agora então pior. Depois de ACEDE eu não quis mais ler livros de romance com um dos dois com alguma doença. E também não quis ver o filme hehe.

    Prefácio

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  6. Eu Amo esse filme. Ele é tão 'simples' e ao mesmo tempo tão profundo. É ótimo ver a interação dos personagens.
    Você já assistiu 'o sol também é uma estrela'?
    beijos
    http://www.dearlytay.com.br/

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  7. Oi
    esse já apareceu nas recomendações pra mim, eu só nao assisti ainda porque queria ler o livro primeiro, porém acho que vou acabar vendo antes.
    Falam muito bem dessa história.

    http://momentocrivelli.blogspot.com/

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  8. Oi Bruna,
    Ainda não li esse livro, nem vi o filme, porém já tive contato com a Nicola em 'O Sol Também é uma Estrela' e gostei! Agora, "Tudo e Todas as Coisas" está na minha lista para conferir em breve!
    beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com/

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  9. Que história mais amorzinho! Eu acabo não assistindo tantos romances assim, mas parece mesmo ser uma história muito bonita. E sim, a gente só dá valor às pequenas coisas da vida quando não tem. Valeu pena dica. ^^
    Bjks!

    Mundinho da Hanna
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  10. Oi, Bruna!
    Às vezes tudo o que a gente quer são histórias que nos abracem, sem complicação.
    Gostei da forma como você apresentou o filme pra gente. Deu vontade de parar tudo o que estou fazendo para assistir! hehehe

    Um beijo,
    Fernanda Rodrigues | contato@algumasobservacoes.com
    Algumas Observações
    Projeto Escrita Criativa

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