02/02/2020

 

A Subjetividade das obras de Joachim Trier

Foto por: The Last Magazine

Joachim Trier é um roteirista e diretor norueguês com grande destaque no mundo do cinema desde o lançamento do seu primeiro longa metragem, Reprise (no Brasil, Começar de Novo - 2006). Trier tem chamado a atenção por histórias subjetivas sobre a complexidade humana e suas relações.

O sentimento de pertencimento ou não pertencimento, solidão, sensação de isolamento e desolação enquanto a alegria é construída em momentos genuínos é permeada por todas as obras do diretor. Isso pode ser facilmente encontrada em sua obra Reprise (2006), Oslo 31 de Agosto (2011), Mais Forte que Bombas (2015) e em pedaços de Thelma (2017).

Trier é um dos cineastas mais emocionantes que está moldando a construção do cinema moderno. Reprise ganhou o estimado Discovery Award do TIFF (Tororonto International Film Festival), os dois filmes seguintes de sua carreira estrearam no Festival de Cannes, o principal festival de cinema do mundo. Reprise e Thelma foram a principal escolha da Noruega para o Oscar em Melhor Filme para Língua Estrangeira. Assim como ganhou como Melhor Diretor do Amanda Awards - equivalente ao Oscar da Noruega - por seus três primeiros filmes e Eili Harboe de melhor atriz em Thelma no Mar del Plata Film Festival.

O New York Times continua repetindo que ele está na lista dos 20 diretores que você tem que assistir.

Enquanto dirige, todos os seus filmes são co-escritos com Eskil Vogt.

A arte cinematográfica é constantemente comparada aos livros. Muitos dizem que o cinema não consegue alcançar o lirismo da literatura, transparecer toda a subjetividade, as profundas percepções psicológicas e empatias de seus personagens para a tela ainda é um assunto discutido entre os amantes da sétima arte e os amantes das letras.

Mas esse não é um problema para Trier.

Enquanto explora personagens profundos e relações humanas, Trier traça seu próprio estilo cinematográfico que passa pelas suas inspirações francesas, o realismo social, melancolia. Ele passa por histórias melancólicas para um thriller num piscar de olhos sem deixar de explorar relações humanas e suas ligações.

Todos os seus filmes são conectados por um elemento em comum: relações. Relações entre amigos, relações entre família e principalmente relações pessoais que interferem tão profundamente no modo de como esses personagens encaram suas realidades e suas adversidades, suas dores, suas felicidades e seus momentos de conexão.

Deixarei a sinopse de cada uma das obras aqui embaixo e continuem acompanhando o blog, porque estarei fazendo uma análise de cada uma dessas obras nas próximas semanas.

Reprise (2006)


Dois jovens de 20 e tantos anos, amigos de infância, amantes de literatura e música punk, tentam ambos lançar seu primeiro livro, enviando juntos os seus escritos para uma editora. Enquanto Philip consegue obter o feito, e ganhar fama da noite para o dia, Erik tem seu escrito recusado. Philip, porém, acaba tendo problemas, já que não consegue lidar com o seu sucesso, e Erik segue em frente na tentativa de obter uma nova chance.


Oslo, 31 de Agosto (2011)

O filme mostra um dia na vida de Anders, um jovem viciado em reabilitação, que consegue uma breve licença para deixar seu apartamento a fim de comparecer a uma entrevista de emprego e encontrar velhos amigos em Oslo.


Mais Forte que Bombas (2015)

Uma exposição que celebra a fotógrafa Isabelle Reed três anos após sua morte prematura traz o filho mais velho dela, Jonah, de volta para a casa da família, forçando-o a passar mais tempo com seu pai Gene e seu afastado irmão mais novo Conrad do que passou em anos. Com os três sob o mesmo teto, Gene tenta desesperadamente se conectar com seus dois filhos, mas eles precisam lutar para conciliar seus sentimentos sobre a mulher da qual se lembram de maneiras tão distintas.

Thelma (2017)


Thelma é uma jovem tímida que acaba de deixar a casa dos pais para estudar em Oslo, onde vive seu primeiro amor. Seu relacionamento é logo afetado pela intromissão opressiva de sua família, que com suas crenças religiosas fundamentalistas conseguem afetar a vida da jovem. Quando Thelma fica chateada, coisas estranhas começam a acontecer e esses fenômenos sobrenaturais só aumentam. Enquanto busca respostas sobre esses poderes que ela não consegue controlar, seus pais severos e religiosos se preparam para o pior.

Vanessa de Oliveira

6 comentários:

  1. Oi, Vanessa como vai? Eu não assisti a nenhum longa metragem de Joaquim Trier, mas lendo a sua matéria achei interessante os filmes. O que mais me agradou em um primeiro momento foi "Thelma" embora os outros também tenham suas qualidades. Espero que você goste dos longa metragens e traga-nos as suas análises. Abraço!


    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  2. Interesante artículo! 👌👌👌 Feliz día! 😘😘😘

    ResponderExcluir
  3. Oi Vanessa,
    Acredita que eu não o conhecia? rs
    Eu não assisti os filmes citados e nem me lembro de ter ouvido falar neles, confesso! rs
    Mas também não sou um bom parâmetro, sou mais ligada na literatura do que no cinema, rs.
    beeeijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  4. Olá...
    Não conhecia nenhuma obra de Joachim Trier, porém, gostei bastante da apresentação que você fez e já vou procurar algumas dessas suas sugestões pra ver.
    Bjo

    http://coisasdediane.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  5. Amei seu post, ainda não conhecia o trabalho dela, mas fiquei interessada! ❤

    https://www.kailagarcia.com

    ResponderExcluir
  6. Olá, Vanessa.
    Eu sei que estou bem errada, mas nunca sei o diretor dos filmes que assisto hehe. E não assisti a nenhum dos citados. Vou esperar suas impressões sobre eles.

    Prefácio

    ResponderExcluir