15/09/2019

 

Resenha: Primeiro e Único


Título: Primeiro e Único
Autora: Emily Giffin
Editora Novo Conceito
Páginas: 448

Sinopse:
Shea tem 33 anos e passou toda a sua vida em uma cidadezinha universitária que vive em função do futebol americano. Criada junto com sua melhor amigas, Lucy, filha do lendário treinador Clive Carr, Shea nunca teve coragem de deixar sua terra natal. Acabou cursando a universidade, onde conseguiu um emprego no departamento atlético e passa todos os dias junto do treinador e já está no mesmo cargo há mais de dez anos.

Quando finalmente abre mão da segurança e decide trilhar um caminho desconhecido, Shea descobre novas verdades sobre pessoas e fatos e essa situação a obriga a confrontar seus desejos mais profundos, seus medos e segredos.



Minha Opinião: Você teria coragem de mudar agora? Será que é tarde demais? Largaria tudo para descobrir? Alguma vez parou para pensar que na sua vida ainda não seguiu nenhum sonho? Vai continuar assim ou fazer alguma coisa?

A trama do livro Primeiro e Único traz uma protagonista que ama futebol americano. E quando digo ama não é apenas gostar. Ela literalmente vive, come e respira futebol, sua vida gira em torno do futebol americano, seu emprego também é sobre isso e quando ela entra em qualquer lugar seu assunto principal é futebol americano.

Essa pequena paixão é um dos fatores que cria identificação e carinho pela protagonista, mesmo que você não entenda nada sobre o esporte irá se identificar pela paixão por algo que rege ou regeu sua vida. Shea, a protagonista, nutre uma paixão pelo time universitário Walker e durante várias partes do livro, ela explica como nasceu e cresceu todo esse amor pelo esporte.

A trama se inicia num velório da mãe da sua melhor amiga, Lucy, nesse exato momento enquanto ela encara o luto também passa a questionar algumas escolhas que ela fez na vida e se em algum momento ela teria coragem de abrir mão do conhecido para entrar num mundo desconhecido. E assim com um empurrão da sua amiga Lucy e o treinador da Walker, Clive Carr (pai da Lucy), ela decide terminar seu namoro estável, mas não feliz e se arriscar num novo emprego.

Quando então se coloca na frente de tudo e todos para abrir as portas da felicidade, Shea descobre um novo mundo cheio de possibilidades e escolhas e mais ainda descobre que a mudança pode ser a chave para o seu amor.

Emily Giffin traz em seu livro um toque especial, os personagens são bem construídos, os dramas são plausíveis e acima disso o tom de humanidade em seus personagens faz toda a diferença. É impossível terminar esse livro e dizer que não gostou, você pode ficar perdido com as regras do futebol americano, odiar um personagem ou outro, mas nunca dizer que não gostou.

Há várias facetas por trás da trama com questionamentos reais, paixões reais e como diz a capa do livro: "Mais importante do que ganhar ou perder é saber a hora certa de jogar". Talvez, seja essa a coisa engraçada da vida, perdemos o jogo ou ganhamos o jogo, mas a hora certa de jogar é sempre a surpresa que abrirá aquela porta.

Manter a vida aberta para os sonhos e as opções é talvez a maior mensagem da autora, numa história arrebatadora sobre a vida, o amor e a lealdade.

Vanessa de Oliveira

6 comentários:

  1. Oi Vanessa,
    Eu até tenho um sonho a ser seguido, mas acho que não mudaria tudo por conta dele... E talvez isso seja sinônimo de que o sonho não é tão forte ou eu não sou tão determinada. Mas para mim, no fundo fundo são aqueles pequenos momentos que importam.
    Meu primeiro contato com a Emily Giffin não foi muito positivo, mas gostei dessa premissa.
    Beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com

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  2. Eu nunca li nada da Emilly Griffin.
    Mas por puro preconceito mesmo, já que sempre imaginei que ela fosse uma escritora de romances monótonos. Viu só, julgando sem ler.
    Eu tenho um sonho mas não chega nem perto a ponto de eu respirar ele. Acho que seria mais dedicada se fosse assim. Uma personagem que decide jogar tudo pro alto pra seguir um sonho, um caminho. Gostei muito desse enredo.

    Abraço,
    Parágrafo Cult

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  3. Oi, Vanessa!
    Sempre tive curiosidade em ler algo da autora, ainda não conhecia esse livro, mas parece trazer várias lições valiosas.

    Beijos
    Construindo Estante || Instagram

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  4. Oie,
    Não conhecia esse livro, parece ser bem interessante.
    Não entendo nada de futebol (ou qualquer outro esporte), mas entendo a paixão por algo.
    Adorei
    Beeijoo!!!

    Grazy Carneiro
    Meus Antídotos

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  5. Olá, td bem?
    Que bom que vc fez uma boa leitura!
    Infelizmente, meu primeiro contato com a escrita da Emilly Giffin foi bem péssimo, fiquei com trauma e não pretendo ler mais nada dela, rs
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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  6. Olá, Vanessa.
    Esse não foi o melhor livro da autora que eu li, mas gostei dele. E no final já estava até torcendo pelo time de tanto que ela era fanática por eles hehe.

    Prefácio

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