31/01/2019

 

Resenha: Razão e Sensibilidade


No livro Razão e Sensibilidade, Jane Austen nos traz a história da família Dashwood, especificamente das irmãs Elinor (razão) e Marianne (sensibilidade).



Título: Razão e Sensibilidade
Autora: Jane Austen
Editora Lafonte
Páginas: 270

Após a morte do marido, a senhora Dashwood e as três filhas, Elinor, Marianne e Margareth passam a viver sob a proteção de John Dashwood, filho do primeiro casamento do falecido. Ele se propôs a cuidar das jovens irmãs e da madrasta devido a promessa que fez ao pai. Porém, a esposa de John, uma mulher ambiciosa, acaba atrapalhando todo o combinado  e convence o marido a ajudar as irmãs com pouco.

"A senhora John Dashwood não aprovava de forma alguma o que o marido pretendia fazer para suas irmãs. Tirar três mil libras da fortuna de seu querido menino seria empobrecê-lo até o mais tenebroso grau".

Decidida a não ficar dependente do afilhado, a senhora Dashwood aceita uma proposta de John Middleton, um primo distante, de se mudar para Devonshire e morar em um chalé confortável e rodeado de lindas colinas. A partir desse momento, as Dashwood começam a frequentar inúmeros eventos sociais e jantares fartos realizados pela família Middleton e amigos. Uma das características bem marcante dos personagens que começam a entrar na história, é sempre o prazer de promover grandes eventos para reunir a comunidade, além de bordar elogios exagerados sobre tudo.

Neste livro, temos certeza de duas coisas: se você não for homem, o futuro não está em suas mãos e se não for rico, não será bem visto. A crítica constante de Jane Austen àquela sociedade é percebida através dos diálogos e pela narrativa irônica dos comportamentos dos personagens.

Elinor é uma moça que tem equilíbrio em suas demonstrações de sentimentos, mas a discrição impede que ela exponha suas conclusões em momentos que talvez fossem necessários. Enquanto Marianne, que é muito expressiva, acaba se magoando. 

"Elinor, a filha mais velha, cuja a recomendação fora tão eficaz possuía grande força de entendimento e frieza de julgamento, o que a quilificava, apesar de ter somente 19 anos..."

É preciso ter um equilíbrio, sentir e ter racionalidade para não deixar de viver o que deve ser vivido. Elinor reflete e observa para depois seguir, Marianne permanece impulsiva, não escondendo seus sentimentos de ninguém.

A escrita desse livro me cativou, aprendi novas palavras e consegui fazer alguns parâmetros com a realidade. O machismo e o preconceito não são exclusivos dos tempos atuais e, desde os séculos anteriores, estamos propensos a ser julgados por nossas escolhas. Jane Austen não escreveu um romance meloso e muito menos clichê. Para quem gosta de se aventurar em sentimentos, esta é a minha indicação.

Bruna Domingos
Instagram: @brunadominngos

6 comentários:

  1. Oi bruna, tudo bem?

    Jane Austen é incrível, um dos melhores livros dela com toda certeza! Que bom que vc curtiu!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  2. Olá, Bruna.
    Eu gostei bastante desse livro e dos que eu li acho o melhor da autora. Gostei até mais do que de Orgulho e Preconceito hehe. Mas não sou tão fã da escrita dela.

    Prefácio

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  3. Oi, Bru!
    Nunca li nada da Jane e isso é uma vergonha! Pior que eu tenho esse e outros livros da autora aqui...
    Beijos
    Balaio de Babados

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  4. Oi Bruna! As historias da autora eu conheço apenas por adaptações, mas este aqui eu não tive a oportunidade de conferir em nenhum formato. Eu gostaria de conhecer mais, ao menos pelo filme. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  5. Oi
    nunca li nada da autora, mas tenho vontade e algum dia eu compre os livros, é dificil ler resenhas desse livro, o pessoal fala mas de orgulho e preconceito, mas que bom que gostou da leitura dele.

    http://momentocrivelli.blogspot.com

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  6. Sabe que esse, até agora, foi umdos que eu menos gostei? Mas ainda aassim, achei o livro bom hehehehehehhe
    Sou mais a ELinor do que a Marianne e sim a gente consegue perceber isso entre as duas, né?

    Beijocas da Pâm
    Blog Interrupted Dreamer

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