12/04/2018

 

Batman, Liga da Justiça e a Humanidade


Eu assisti Liga da Justiça duas vezes no cinema e embora tenha passado um tempo desde o lançamento e ele melhorou um pouco no meu cérebro, o filme ainda não consegue me agradar por completo. E esse pode ser assunto para outro texto.

Batman (Ben Affleck) e Superman (Henry Cavill) são dois opostos sempre bem representados com luz e trevas. No filme anterior, Batman v Superman: A Origem da Justiça o oposto entre esses personagens foi explorado nos pôsteres, nas atitudes e nas falas de Lex Luthor (Jesse Eisenberg) que evidenciavam a distância das personalidade de Clark Kent e Bruce Wayne.

Enquanto Superman é um personagem conhecido por ser altruísta, Batman agiu por entre as sombras motivado por sua angústia e tristeza durante toda sua vida desde a morte dos pais.

O mais interessante desses dois pontos de vistas é que, o próprio Bruce Wayne teve que reconhecer a perda de sua humanidade em um determinado ponto do filme Liga da Justiça em seu diálogo com Diana Prince (Gal Gadot).

"Ele é mais humano que eu. Ele veio para Terra conseguiu um emprego, se apaixonou."

Eis aí que Bruce Wayne abre as portas para várias questões, não só para o personagem Superman, mas para o que nos torna humanos. A capacidade de amar que o ser humano tem já foi estabelecida em tantos textos que não me apetece entrar nesse mérito.

Nós chegamos a vida prontos ou pensamos que estamos prontos para encarar os desafios que temos pela frente. Vamos a escola, fazemos amigos, nos decepcionamos, erramos, perdoamos, amamos e entramos num ciclo infinito de aprendizagem, acertos e erros. Esses elementos compõem a capacidade humana de distinguir coisas e a capacidade de experimentar sentimentos.

Estamos todos em uma jornada procurando dar sentido à total falta de sentido que é viver e passamos a nos preocupar com coisas banais para aprender a sobreviver, aprender a viver por viver.

Se essas experiências é o que nos torna humanos, por que estamos tão preocupados em negá-las na nossa vida?

O emprego é difícil, amar é difícil, mas isso nos torna humanos. Experiências pessoais nos tornam quem nós somos e o que podemos ser.

Batman reconheceu a humanidade que ele perdeu há muito tempo em um alienígena, e isso nos faz questionar se a cada dia os humanos estão perdendo sua humanidade porque escolhe a violência e negar a si mesmos as experiências (amor, esperança, amizade) que nos torna tão humanos.

Vanessa Oliveira

3 comentários:

  1. Não é de hoje que a banalidade está presente na maioria das manchetes no jornal, que quando alguma reportagem trata de uma experiência como a amizade e o amor nós olhamos como algo muito difícil de acreditar e acontecer. A balança da humanidade está pendida para a banalidade há tempos, e acho difícil esse quadro reverter-se.

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  2. Nossa, que profunda essa reflexão.
    Hoje em dia as pessoas preferem parece serem frias do que empáticas e assim vão perdendo pouco a pouco a humanidade.
    Beijos
    Balaio de Babados

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  3. Gostei da reflexão! Nunca tinha parado pra perceber isso do Batman, mas é verdade. Parando pra perceber agora, todas as atitudes dele foram movidas das sombras. E até botaram um possível romance entre ele e a Diana né? Lembro que senti essa vibe no filme. Nunca li os HQs então não sei como é o lado romântico dele.
    Beijos!

    www.likeparadise.com.br

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